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  • 6.4.2010 - 17:30
  • Exclusivo: Toninho Da Matta. 2ª parte
  •   Nesta segunda parte da entrevista com Toninho Da Matta, ele fala da sua participação no Mundial de Kart de 1974 em Estoril, Portugal. A delegação brasileira era formada por seis pilotos e terminou antes para ele e Jorge de Freitas, kartista carioca – hoje chefe de equipe na Stock Car – por conta de [...]

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    Nesta segunda parte da entrevista com Toninho Da Matta, ele fala da sua participação no Mundial de Kart de 1974 em Estoril, Portugal. A delegação brasileira era formada por seis pilotos e terminou antes para ele e Jorge de Freitas, kartista carioca – hoje chefe de equipe na Stock Car – por conta de uma punição por barulho. Uma passagem apetitosa deste Mundial foi o kart torto que os brasileiros copiaram no ano anterior, para serem mais competitivos no campeonato.

    Confira como foi esta aventura:

    Allkart.net –O senhor disputou o Mundial de Kart. Em que ano?

    Toninho da Matta – Foi o Mundial de Kart de Estoril (Portugal) em 1974. Lembro bem este ano porque o Cristiano tinha um ano de idade nesta época.

    Allkart.net –E lembra bem desta competição?

    Toninho da Matta – A gente perdia muito em equipamento porque tínhamos que usar chassi nacional. E perdíamos muito nisso. Motor nós comprávamos lá.

    Allkart.net –E qual era o chassi usado?

    Toninho da Matta – Era um Mini SS2. Mas tem umas particularidades que nem é bom comentar (risos). Os caras trouxeram um chassi de lá que bateu em uma corrida e copiaram aqui. Mas copiaram o chassi torto. E só depois do Mundial que colocaram no gabarito e viram que estava torto. Cada história que nem te conto. Mas voltando ao campeonato. Fomos correr o Mundial. Tomávamos um ralo. Era Patrese (Ricardo Patrese, italiano piloto de F1), Alain Prost, François Goldstein, um belga campeão mundial, Elio de Angelis (passagem também pela F1), Eddie Cheever (também F1). Tinha muita gente boa. Neste Mundial de Kart todo mundo andava bem. Nós guiávamos bem pra caramba. Mas não tínhamos equipamento para competir. Era muito aquém dos que os caras usavam. Fui lá e comprei motor do Fullerton, da Iame, e fomos para a pista. Também não entendíamos tanto. Aí os motores de lá viravam igual aos nossos daqui e não entendíamos. Era falta de conhecimento técnico mesmo. Mas tem uns detalhes interessantes. Fomos tomando ralo na segunda, terça, quarta e quinta-feira. Chegou na sexta-feira, na classificação: choveu. Todo mundo tinha aqueles ‘filtrinhos’ que coloca aqui do lado do carburador. Nós não tínhamos filtro. Pegamos – com jeitinho brasileiro – estas garrafas de plástico, cortávamos elas e amarrávamos e ficava como um cone. Era um barulho absurdo. Só que tomamos tempo na chuva, eu fui o primeiro e o Jorginho, o segundo.

    Allkart.net –Tinha mais brasileiros?

    Toninho da Matta – Eu, Jorge, Sidnei Franquello, Antonio Penta, Sérgio Pain e o Nicanor. Não me recordo o primeiro nome dele. O chamávamos de ‘Nica’. Éramos seis.

    Continuando…

    Fiz o primeiro tempo na chuva. Mas tinha um ‘s’ de alta lá, que tinha um aparelho que media o barulho. Só que eu e o Jorginho tínhamos o nosso ‘filtrão’ e passamos do permitido. Porque fazíamos de ‘pé ‘cravado’. Fomos penalizados. Eu de primeiro fui para depois de quadragésimo. Tinha que ir chegando entre os 15 para continuar. E a gente foi indo, foi indo, foi indo até que chegou uma bateria onde classificava os cinco primeiros e nós tínhamos cinco pontos de penalização. Era a última bateria da repescagem. Largávamos em último e só os cinco primeiros passavam para as finais. Chegamos em um ponto inglório do campeonato. Não tínhamos como avançar dali. Foi eu e o Jorginho lá no português que era diretor de prova e falamos que tinha que tirar nossa penalidade ou não tinha jeito. Porque era assim: nas baterias largávamos lá trás e chegávamos em 10º, 8º, 13º, mas tomávamos punição por conta da desclassificação na tomada de tempos. Levávamos a punição para todas as baterias. Aí o português falou que não podia fazer nada, que era regulamento, não sei o quê. Então decidi que estava fora. Falei para o mecânico recolher tudo, guardar e mandar de volta para o Brasil que não íamos correr. E acabou assim o nosso Mundial de Kart.

    Allkart.net –O senhor se lembra quem foi campeão?

    Ricardo Patrese. Se não me engano. Foi uma bela disputa com o Cheever.

    Allkart.net –Qual era sua idade?

    31 anos.

    Allkart.net –E quem era o patrocinador desta aventura?

    Toninho da Matta – Os Supermercados Merci.

    Nesta quarta-feira, o Allkart.net publica a terceira e última parte da entrevista exclusiva com Toninho Da Matta. “Tudo que eu fiz no automobilismo de verdade, foi o Cristiano quem colheu os frutos lá na frente”, é o mote da conversa. Não perca!

    Clique aqui e confira a primeira parte da entrevista.

    Galeria de fotos
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    Nei Tessari / São Paulo

     

  • Autor:
  • Ricardo Belussi -

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