• 17.1.2012 - 17:56 -
  • “Tem quatro rodas e motor, para nós é kart”, diz Waldíbio Ferraz
  • Co-fundador da Mega Kart comenta os produtos homologados e reitera compromisso com o esporte amador

  • A Mega Kart nasceu, literalmente, de uma brincadeira entre pais e filhos. Em meados da década de 90, Waldíbio Ferraz e Marcos Ferreira, decidiram desenvolver um kart para que pudessem ‘brincar’ junto dos seus filhos nas pistas do interior de São Paulo.

    “A gente começou a brincar, mas os garotos tinham mais fôlego que a gente. Com 13, 14 anos, estavam com fogo total. Então o Marcos inventou de fazer um chassi, mas com a frente mais larga para dar menos alavanca. Parecia uma direção hidráulica e a gente conseguia andar junto com eles”, conta Waldíbio Ferraz.

    Os chassis feitos, a princípio, para a própria diversão começaram a ser encomendados. E esse caminho levou à fundação da Mega Kart em 1996 e à primeira homologação da marca, em 1997. De lá para cá, a marca garantiu seu lugar no mercado – especialmente pelo trabalho com os campeonatos no interior e categorias de motores quatro tempos. Tanto que hoje a Mega Kart é a representante dos motores Honda para a modalidade.

    Com o novo período de homologação de chassis que começa neste ano de 2012, a Mega Kart marca uma nova fase de sua história. A fábrica homologou sete produtos junto à Confederação Brasileira de Automobilismo. A lista conta com novas carenagens e parachoques, tanto para a Cadete, quanto para os karts 125; novos sistemas de freio e dois modelos de chassi: o Mega X  e o MX.

    Carenagem Cadete (Crédito: Mega Kart/Divulgação)

     

    Parachoque Cadete (Crédito: Mega Kart/Divulgação)

    Entre as carenagens e os parachoques, destaque para a busca por aerodinâmica. As peças foram desenvolvidas ao longo dos últimos seis meses utilizando apenas a estrutura da Mega Kart em todas as fases, desde os moldes até os testes em pista.

    Carenagem 125 (Crédito: Mega Kart/Divulgação)

     

    Parachoque 125 (Crédito: Mega Kart/Divulgação)

    Nos chassis, a marca fez modificações no Mega X que vinha sendo utilizado no último período de homologação. Os tubos centrais do quadro passaram de 30 para 32 milímetros e, segundo Waldíbio Ferraz, melhoraram o comportamento do kart.

    Já o MX é um projeto totalmente novo, que vem sendo desenvolvido há dois anos. O grande destaque são as três barras removíveis de ajuste: duas na frente e uma na lateral. “Talvez seja o chassi com mais opção de regulagem no mercado”, aponta Waldíbio Ferraz.

    “O Mega X foi homologado novamente, mas não foi uma re-homologação porque nós alteramos algumas coisas nele. Também decidimos não abandoná-lo porque em qualquer lugar que ele anda, vai bem. É fácil de acertar. Até por telefone a gente acerta. O novo já é mais complicado, exige mais experiência do preparador, porque tudo que você mexe, ele responde”, contou o fundador da marca, que ainda completou: “O pessoal achava nosso chassi um pouco limitado em termos de regulagem, embora ele tenha andado bem com diversos motores. Então o novo MX tem tudo. Todas as opções de regulagem para qualquer condição de pista, utilizando qualquer motor”.

    O novo chassi MX (Crédito: Mega Kart/Divulgação)

    A chegada dos novos produtos Mega Kart coincide com a ampliação da rede de atendimento da marca – que terá uma loja próxima do kartódromo Granja Viana, em São Paulo, e outra em Guaratinguetá, no interior do estado. E também com a entrada de novas marcas de chassis que prometem aquecer este mercado no Brasil.

    “As fábricas vão ter que trabalhar mais os seus produtos por causa da concorrência, mas não é nenhuma novidade. Aliás, a chegada dessas fábricas é ótima. A concorrência é muito boa, porque acelera o desenvolvimento. Em 1997, homologaram 11 fábricas no Brasil. Ficaram apenas quatro. Talvez algumas dessas marcas que estão chegando agora nem fiquem, porque o mercado não é tão grande assim”, pondera Waldíbio.

    A introdução de novos produtos e a mudança na oferta do mercado, porém, não deve alterar a política de preços da Mega Kart. Segundo a fábrica, os novos chassis – que começam a ser comercializados nesta semana – serão vendidos respecitvamente a R$ 6.300,00 (o Mega X) e R$ 7.300,00 (o MX).

    O novo chassi MX (Crédito: Mega Kart/Divulgação)

    “Nós vamos manter nossa política de preços. Para mim, o que importa, é o maior número possível de pilotos andando. É melhor para todo o mercado. Não adianta eu vender chassi caro, para uma elite só, e esquecer do outro pessoal que gosta de correr, mas não tem tanto dinheiro para investir”, aponta Ferraz.

    Aliás, apesar de todo o crescimento da Mega – que deve exportar karts para a Argentina neste ano -, a marca não abre mão de suas raízes. Especialmente o trabalho com os motores quatro tempos que sempre foi sua marca registrada.

    “O kart não é só elite. Kart é tudo. Se o cara botou um motor de moedor de cana e está andando, é kart. Para nós é kart. É um cliente em potencial. Por isso nosso chassi tem que servir para todos, e se não servir a gente adapta”, comenta o proprietário.

    “Todo mundo começou a notar nosso mercado. O pessoal que nunca gostava do quatro tempos, achava que era motor de moedor de cana. Hoje a Mini, a Thunder, todos estão trabalhando, também, para esse mercado que está crescendo demais. E nós começamos a desenvolver esse motor quatro tempos, que era de 5,5 hp preparado, há vários anos em Barra Bonita (N.R.: interior de São Paulo). Quando essa categoria veio para a Granja Viana, o Felipe Giaffone colocou o motor 13 hp e a categoria ficou melhor ainda. A visão dele foi muito legal. Então a gente já está há mais de 12 anos desenvolvendo motor quatro tempos”.

    Os produtos homolgados pela Mega foram todos desenvolvidos em sua estrutura interna, enquanto na pista, os testes ficaram a cargo de Beto Nini, Oscar Alves e Cláudio Roda. Estes, aliás, continuam fazendo parte do time Mega Kart na temporada 2012, e a fábrica estuda a entrada de outros dois pilotos para a equipe.

  • Autor:
  • Ricardo Belussi -

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