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  • 7.11.2014 - 13:40
  • Olhar Técnico: O que esperar de 2015
  • Mesmo sem homologação de novas marcas, mercado terá novidades

  • Por Jeison Teixeira.

    Hoje vamos falar das mudanças para 2015.

    Como sabemos, para 2015 a Comissão Internacional de Kart (CIK-FIA) está fazendo novas homologações de chassis e carenagens de kart em nível internacional. Aqui no Brasil, porém, por decisão da CNK (Comissão Nacional de Kart), não haverá novas homologações, mas apenas extensões das homologações atuais. Acredito que seja uma tentativa de conter os custos já elevados, embora a entidade não tenha feito nenhum comunicado oficial dos motivos do congelamento das homologações. Todas as informações que temos são dadas pelos fabricantes.

    O que se sabe é que, para 2015, as fábricas poderão solicitar a mudança de alguns itens como: cubos de roda, alguns suportes de fixação do chassis, caixas de rolamentos e algumas outras mudanças. O fabricante apresentará uma ficha com todos os dados técnicos das mudanças requeridas, os membros da CNK analisam e aprovam ou não.

    Particularmente acredito ser uma medida pouco abrangente do ponto de vista financeiro. As mudanças que serão feitas nas extensões de homologação farão com que pilotos e preparadores decidam por comprar novos equipamentos com as atualizações 2015. Se o foco era reduzir o custo do piloto, talvez fosse o caso de outras medidas como limitações em categorias de base com restrição de itens e regulagens.

    Outra mudança que traria benefícios seria a obrigatoriedade das peças dos karts serem da mesma marca do chassi utilizado. Exemplo: KART MINI usando apenas componentes da própria KART MINI, MEGA KART usando apenas peças da MEGA KART, vetando o intercâmbio de peças entre as marcas de chassis.

    Com a possibilidade de intercâmbio, o piloto precisa ter uma variedade enorme de cubos traseiros, cubos dianteiros, eixos e uma série de componentes. Obviamente, isso eleva de forma considerável o custo ao longo da temporada para além da compra do equipamento “atualizado”.

    Indo um pouco além, os grandes campeonatos regionais no Brasil poderiam copiar medidas tomadas pelo WSK na Europa, onde o piloto inscrito pode trocar de equipe/chassis apenas uma vez ao ano, fazendo com que a parceria fabricante/piloto se fortaleça.

    Em termos de concorrência, sem a abertura para novas homologações, o mercado brasileiro ficará apenas com as atuais fabricantes e sem a possibilidade de ter novas marcas para o próximo triênio. Isso não significa, porém, que não teremos novidades na praça. As movimentações nos bastidores estão acontecendo e, como parte do nosso mercado é abastecido por grandes fábricas italianas, algumas mudanças feitas lá fora certamente vão refletir por aqui.

    A mais comentada delas é a fusão da ART Grand Prix com a Birel S.P.A. na Europa. As duas marcas tem suas representações no Brasil, mas como ficará essa relação por aqui ainda é uma incógnita. Voltando ao Velho Continente, algumas das maiores marcas do mercado mundial estão atentas ao mercado brasileiro e veem um potencial imenso deste lado do Atlântico.

    Mas o que é certo por enquanto, é que mesmo com o congelamento das homologações, 2015 será um ano de muitas novidades por aqui. E com o interesse que os “europeus” tem demonstrado, uma abertura de homologação por parte da CNK em 2018 trará “uma chuva de novos fabricantes” para o Brasil.

    Agora é aguardar pela “avant-premiére” dessas novidades, que certamente será o SKB-15, onde todas as fábricas devem apresentar suas armas.

    Até a próxima!

    Dúvidas ou sugestões escrevam para nós: all@allkart.net.

    Jeison Teixeira

     

  • Autor:
  • Jeison Teixeira - PETRÓPOLIS - RJ

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