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Olá, tudo bem?
Durante os treinos para a 12ª edição da 500 Milhas da Granja Viana, fui escalado pelo Allkart.net para uma das “missões” mais importantes do site e para mim, pessoalmente: entrevistar Rubens Barrichello. Ele mesmo, o Rubinho da Jordan, da Stewart, da Ferrari, da Honda, dos momentos difíceis e das glórias em 16 temporadas de Fórmula 1. O Rubinho que não quer parar. O Rubinho tantas vezes controvertido, amado e cobrado como só o torcedor brasileiro sabe amar e cobrar os seus ídolos.
Saí do nosso escritório e lá fui eu para a Granja Viana. Confesso que estava um pouco nervoso para realizar esta que seria a minha entrevista mais importante desde 2003, quando entrei para o time do Allkart. Cada vez que se aproximava do meu destino a minha cabeça embaralhava ainda mais. Não sabia qual Rubens Barrichello estava a minha espera.
Pois bem. Cheguei ao kartódromo e encontrei o Felipe Giaffone, que gentilmente nos ajudou a conseguir a entrevista em uma época em que a imprensa inteira fica enchendo o saco dos pilotos que vão correr a 500 Milhas. Rubinho estava na pista “passando” chassi para o famoso kart 72 e também para o kart 73 de sua equipe. Em uma destas trocas de kart, Giaffone avisou ao piloto da Honda que lá estava eu para entrevistá-lo. Ele me cumprimentou e disse que logo conversaríamos.
Depois de meia hora de treino, Rubinho veio até mim e perguntou: “Vamos começar?”. Pronto. Começava ali uma das entrevistas mais importantes para o Allkart.net. Depois disso rolou muita história boa em quase meia hora de conversa.
A primeira pergunta de uma entrevista sempre é para “quebrar o gelo”. Confesso que, depois que perguntei e ele desandou a falar sobre kart, eu vi que estava ali na minha frente um kartista apaixonado pelo que fez. Não era o Rubens Barrichello, nosso representante na Fórmula 1 por 16 temporadas. Parecia muito mais o moleque de vinte e poucos anos atrás, sem pressões e sem compromissos. Rubinho lembrou de detalhes inimagináveis e a cada frase, as vezes empolgado, as vezes até emocionado, contou histórias de uma carreira de um dos kartistas mais brilhantes que esse país já teve.
Quando encerrei a entrevista, no momento em que estávamos posando para uma fotografia, o Rubinho cochicha: “Você acredita que lembro até hoje a coroa que usei para ganhar o Brasileiro de 1988?”
O cara é louco por kart. Clique aqui, acompanhe a entrevista e boa-leitura.
Nei Tessari
Nei Tessari / São Paulo
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