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Toninho da Matta: Parte 1
05-04-2010
“Eu ia para São Paulo e batia naquele povo todo”


A primeira parte da entrevista com Toninho Da Matta é sobre o inicio de toda uma carreira que transformou seu sobrenome em sinônimo de velocidade no Brasil: o kart em Minas Gerais nas décadas de 60 e 70. Não faltaram recordações das primeiras corridas deste piloto mineiro, hoje com 67 anos de idade. Histórias de quando ele ia para São Paulo ‘bater no povo todo’, como ele mesmo diz. Um ‘povo’, que era formado por feras do kart como os irmãos (Emerson e Wilson) Fittipaldi; Maneco Combacau, Waltinho Travaglini e vários outros. A torcida carregando piloto e kart nos braços para celebrar uma vitória; e ainda uma passagem interessante envolvendo Ayrton Senna já como tricampeão mundial de Fórmula 1.

Confira esta primeira parte:

Allkart.net – Hoje o senhor tem 67 anos. Com quantos anos começou a sua história no kart?

Toninho Da Matta – Diferente de hoje, comecei tarde, com 17 para 18 anos.

Allkart.net – O kartismo em Minas Gerais começou no estacionamento do Mineirão (2º maior estádio do Brasil inaugurado em 1965) ou tem uma fase anterior a isso?

Toninho da Matta – O kart aqui em Minas Gerais começou nas ruas. Na Avenida Afonso Pena (principal avenida de Belo Horizonte) tinha uma praça chamada 21 de abril, a Praça Tiradentes. Também corríamos em um bairro onde tinha um grupo escolar. E depois que evoluiu para o Mineirão. No estacionamento virado para a Lagoa do Mineirão. (Neste momento Roberto Mourão, que acompanha a entrevista, se lembra do antigo kartódromo da cidade) Bem lembrado Roberto! Antes disso tudo tinha um Kartódromo onde hoje é o BH Shopping. Houve uma antiga geração, que hoje eles devem estar com uns 70 e poucos anos, Manoel Luis, Fernandinho Mello Viana, Rubinho “Mileum”. Essa geração começou em um kartódromo onde é hoje o BH Shopping.

Allkart.net – – Tinha nome este Kartódromo?

Toninho da Matta – Lagoa Seca. Até hoje tem esta lagoa seca lá. Eu cheguei a correr ali. Era eu, o Ivaldo meu primo, o Marcelo Campos. Esta foi a primeira nova geração na época. O Junqueira pai do Bruno (José Junqueira). Você não correu ali não Roberto? (Mourão tentando mostrar que não é tão antigo assim, logo se livrou desta falando que começou a correr somente no Mineirão). A gente teve ali uma fase interessante. Primeiro tivemos que recuperar a pista porque alguém a cortou no meio com um trator para não ter mais corrida ali no local. Então a gente conseguiu um apoio com a prefeitura. O Marcelo Campos recapeou este pedaço da pista. A gente usou ali uns três ou quatro anos e ‘pumba’! Acabou a pista. Por alguma obra, acredito que um trevo ou algo assim. Acabou o kartódromo e ficamos sem opção. Aí sim fomos correr no estacionamento do Mineirão, do lado direito, do lado da Lagoa. Foi uma fase meio apagada. Foi no início de 1970. Depois mudamos de lado e fomos para o lado das Universidades, que é o lado de lá do Mineirão (lado esquerdo). Porque ali tinha a pista de carro e utilizamos um pedacinho dela para correr de kart. Ficamos ali bastante tempo. Depois veio o Kartódromo Rio Verde. Fizemos um kartódromo com a indenização do Lagoa Seca. O DER nos prometeu um asfalto e conseguimos um terreno lá perto de Nova Lima (região metropolitana de Belo Horizonte). Era uma área já um pouco afastada, mas foi um kartódromo muito legal. Usamos ali mais um bom tempo. Mas cometemos um erro. Fizemos o kartódromo no terreno dos outros. O terreno era de uma mineradora. Também tinha um condomínio do lado que incomodava os vizinhos. Mas isto era mais pela pista de MotoCross que tinha ali do lado também. Ficamos um tempo e voltamos para o Mineirão de novo. E aí começaram as corridas de rua outra vez. Corrida em Betim, Contagem, mais para o interior. O kart aqui sempre foi muito sofrido e muito pobre. Era muito difícil, um desnível muito grande em relação a São Paulo, por exemplo. Era um kartismo de gente que gostava, mas não tinha muita grana. Tinham muitos karts velhos competindo. Depois deste vai e vem inauguraram o Kartódromo de Betim e colocaram até o meu nome.

Allkart.net –O nome é uma homenagem à sua história no kart, em especial?

Toninho da Matta – Sim, foi uma homenagem. Hoje parece que mudaram o nome do Kartódromo. A prefeita de Betim teve que fazer um rolo para doar o terreno para um, doar para outro. Um rolo só. A história do kartismo aqui é triste. O Cristiano (Cristiano Da Matta) nunca correu em Belo Horizonte. Só em Betim. Depois tivemos uma fase que o kartismo era Ipatinga e Juiz de Fora.

Allkart.net –Já existia o Kartódromo de Uberlândia?

Toninho da Matta – Existia um kartódromo lá que eu corri contra o Ayrton (Ayrton Senna) e o Chico Serra. Corremos na inauguração do kartódromo. Depois o kartódromo ficou lá parado, sem corridas importantes. Mas onde ‘pegava’ mesmo era Juiz de Fora. E tinha uma parcela de kartistas em Belo Horizonte que só corria em rua. E tinha uma outra turma que só corria em kartódromo. Esta turma de rua, era uma turma que queria gastar menos, já era mais velha um pouco e corriam por hobby. Tem uns que correm até hoje.

Allkart.net –O senhor correu fora de Minas Gerais?

Toninho da Matta – Corri em São Paulo, nas ruas de Piracicaba, e até no Mundial de Kart. (Confira a história do Mundial na segunda parte da entrevista que vai ao ar nesta terça-feira)

Allkart.net –O senhor sabia que a sua primeira vitória no kart foi dia 13 de novembro de 1966?

Toninho da Matta – Ah é? Não me lembro. Nesta época do kart eu tinha um grande amigo, o ‘Jarjour’ – Márcio Jarjour – que era daqui de Minas e muito rico. Ele cismou em fazer uma equipe de kart. E fez uma equipe que se chamava Zooom. Nós íamos para São Paulo pegava a Mini, aquele povo todo, e batia neles.

Allkart.net –E quem era aquele “povo” que vocês batiam em São Paulo?

Toninho da Matta – Maneco Combacau, Durval Viscardi, Waltinho Travaglini, Emerson e Wilsinho Fittipaldi. Todos eles. E vou falar para você que na Zooom eu brigava com esses ‘caras’ e ganhava deles. Perdia também, é claro. Mas ganhei muito deles. Muito mais do que perdi. Eu e o Emerson já tivemos boas brigas em corridas de kart. O Maneco, quando eu estava começando ele já era um cara mais experiente. Foi um dos maiores kartistas que já tivemos. Tinha o Clóvis Moraes, um gaúcho. Era um cara extremamente técnico, entendia muito de mecânica. Então ele usava os motores importados a álcool com metanol, com não sei o que mais. E a gente corria com os ‘motorzinhos’ nacionais. Nós tínhamos zero de chance contra ele. Ele tinha um chassi excepcional que não sei se ele fazia ou trazia. Depois ele foi para a Fórmula Ford e fez um sucesso enorme.

Allkart.net –O senhor enfrentou Carol Figueiredo?

Toninho da Matta – Conheci. Corri muito contra ele. Eu encarava todos estes ‘caras’ com a equipe Zooom. Tinha uma boa projeção no kart. Nós optamos por uma categoria com dois motores: 200cc. Dois motores americanos de 100cc cada um. Tinha uma turma que preferia isso. E eu estava no meio. Fui campeão brasileiro nesta categoria. César Faria, do Rio de Janeiro, era outro cara bom.

Allkart.net –Correu contra Paulo Carcasci?

Toninho da Matta – O Paulo era uma geração abaixo da minha, acredito eu. É que medir por idade é difícil. Eu fiz um Mundial com 30 anos. Hoje o cara mais velho que corre no Mundial deve ter 17 anos. Mas sempre foi assim. Eu corria de kart aqui, ali e Mineirão, Mineirão e Mineirão. Quando fizeram Betim, eu nem corria mais de kart. O Cristiano corria de F3, vinha para cá e corria lá em Betim. Teve uma vez que a gente foi andar lá e eu não esqueço este dia. Era um kart de marcha. Eu já nem lembro mais quantos anos eu tinha. Uns 50 e poucos. Lembro que o Cristiano andou e virou 1s5 mais rápido que eu. Eu dei cinco voltas e tomei 1s5 dele. Aí fiquei lá descansando com os braços doendo. Pensei: ‘vou dar uma descansada aqui e vou tomar menos de 1s desse bicho agora!’ Porque sabia que tinha uns lugares que dava para melhorar.

Allkart.net –O senhor lembra que ano que foi esse ‘desafio’? Foi a última vez que andou de kart?

Toninho da Matta – Foi em 1995 ou 96. Foi sim a última vez que andei de kart. Tem 15 anos isso. Aí, rapaz, sentei no kart de novo e não consegui dar três voltas. Os braços já não agüentavam. Tomei uns 4 segundos. Eu ‘gastei’ tudo que eu tinha na primeira saída.

Allkart.net –O senhor tem uma fase da vida que foi para o Rio de Janeiro competir não é?

Toninho da Matta – Eu tenho uma fase da minha carreira que foi quando eu mudei para o Rio. Eu corri muitos anos de kart lá. Corria no Kartódromo MacMundi pela equipe Merci (Rede de Supermercados). Eu tinha uma equipe lá que era eu e o Jorge de Freitas (hoje dono da equipe JF de Stock Car). Esta equipe também tinha pilotos em Minas e São Paulo. Em São Paulo era o Chico Serra. No Mundial de Kart foi a Merci que me levou. Eu sempre tive uns esquemas muito bons de kart. Primeiro era a Zooom e depois esta equipe Merci. Eu morava no Rio e montei um esquema que era assim: eu peguei o Rino (preparador de kart da época) em São Paulo e o transferi para o Rio com oficina e tudo. Nós tínhamos oficina no Jardim Botânico do lado da Rede Globo. Era uma oficina bem legal. Tinha uma época também que o ‘Sêo’ Mário me ajudou um pouco com equipamento. O Rino ficava por conta da equipe. Ele fazia o motor e ia onde tínhamos corrida. Eu conseguia viajar para fora nesta época e trazia uns motores para o Rino ver como era. Viajava para trazer pneu também. A Merci tinha um esquema no Rio, por ser um supermercado muito grande, tínhamos facilidade para trazer as coisas. Eles traziam vinho, azeitona, estas coisas. Então eu chegava ao Rio com as malas cheias de motor, pneus e os caras só faziam um “x” na mala e passava. Os motores da época eram Komet e Parilla. Eu fiquei no Rio de Janeiro oito anos. Uma parte com kart e outra parte com corrida de automóvel. Mas meus primeiros anos no Rio foram como kartista profissional. Ficava o dia inteiro por conta do kart. Não fazia mais nada. Eu tomava conta da equipe, administrava o time e corria. Eu e o Jorginho. Ganhamos muitas corridas. Muitas mesmo. Histórias, tenho aos milhares.

Allkart.net –Falando em história, porque o senhor andou contra o Ayrton Senna? Não eram gerações diferentes?

Toninho da Matta – Eu era Graduado e ele Júnior. E naquela época você era Graduado com 30 anos. Não tinha divisão de categorias. Era apenas duas ou três. E competi contra ele aqui em Minas Gerais. Depois, mais tarde eu descobri que eu era um ídolo para o Ayrton. Isso ele já sendo o grande Senna. Ele me falava isso. Falou que quando o Cristiano chegasse na F3 ele iria ajudar. Uma vez eu estava em São Paulo embarcando em um Transbrasil (antiga companhia aérea) para o Rio de Janeiro. Eu era o último da fila. Estava entrando naquela escadinha de traz quando um camarada bateu no meu ombro. Era o Ayrton. “E aí mineiro. O que você está fazendo aqui?”
Perguntei o que ele estava fazendo ali. Ele já era ‘tudo’, o ‘cara’.
Sentamos e fomos conversando até o Rio de Janeiro e ele me perguntou onde eu estava indo. Falei que estava indo para o Autódromo de Jacarepaguá que iria ter uma corrida minha no fim de semana. Quando chegamos ao Aeroporto Santos Dumond ele falou que me dava uma carona para a pista. Disse que o helicóptero dele havia dado um problema e que o helicóptero da Rede Globo iria pegá-lo para levá-lo até Angra dos Reis. Desci de helicóptero no Autódromo o os ‘nego’ viram que era ele e ficaram loucos. Ele desceu comigo, viu meu carro, perguntou um monte de coisa. Montou no helicóptero e foi embora para Angra. Foi a última vez que eu o vi. Isso foi em janeiro e ele faleceu em maio.

Allkart.net –O senhor preferia competir na rua ou nos kartódromos?

Toninho da Matta – Sem dúvida que era em kartódromo.

Allkart.net –E qual foi a pista mais prazerosa que o senhor já competiu?

Toninho da Matta – Interlagos. Mas Tarumã também era muito legal. Hoje tem muita pista nova por aí que não conheço. Tem a Granja Viana que dizem que é muito bom.

Allkart.net –O primeiro título Brasileiro de kart do senhor foi em 1967. Lembra onde foi e como foi?

Toninho da Matta – Sim, me lembro. Foi em Volta Redonda. Não. Não foi em Volta Redonda. Não me lembro. Mas vou te falar uma coisa. Outro dia ligou m cara aqui que eu fiquei até triste. No dia 18 de janeiro. Estou aqui em casa, toca o telefone, era um rapaz do jornal O Estado de Minas. ‘Toninho aqui é o fulano. Gostaria de conversar com você sobre uma entrevista’. Falei sem problemas. ‘Hoje está fazendo 40 anos que você venceu os 500 Km de Belo Horizonte no Mineirão que foi a corrida mais importante que teve aqui’.

Allkart.net –Foi uma corrida de kart?

Toninho da Matta – Não! De carro. Imagina quanto tempo então tenho de kart. Então tem coisas que aconteceram há 50 anos de kart que estamos tentando lembrar aqui.

Allkart.net –O senhor tem uma carreira no automobilismo nacional com muitos títulos. Mas títulos no Turismo. O senhor nunca pensou em competir de Fórmula?

Toninho da Matta – Não, por ser mineiro. Você sendo um piloto mineiro – você tem que pensar na época e nos recursos da época – você morando em Belo Horizonte, Fórmula não é como Turismo, que você da uma ajeitada aqui, outra ali e mexe com o carro. Já o fórmula é um negócio mais matemático: 2 + 2 = 4. Não tem jeito. Então sem um autódromo para treinar, ajeitar, mexer e obviamente, sem recursos financeiros, ficava muito complicado. Então eu fiz algumas raríssimas corridas de Fórmula. Eu fui uma vez em Brasília e fui o terceiro no grid. Fui correr com um ‘tal’ de Ferreirinha, que era um português (atualmente preparador de motores de F3). Dei uma volta e meia. Os carros tinham distribuidor. Neste distribuidor tinha uma peça que custava o equivalente a um real: um condensador. Eu dei uma volta e meia e o condensador queimou. Eu estava em terceiro na minha primeira corrida de Fórmula. Esta categoria se chamava Fórmula Brasil e era como a Fórmula 3 hoje. Era motor a ar. Esse problema eu não tinha no Turismo. Eu e este maluco aqui (apontou para Roberto Mourão), a gente mexia lá em Betim. Nós mexíamos nos carros e tínhamos a referência na estrada. Tinha umas placas na estrada e usamos como referência para pegar trecho. Testávamos na estrada. Corremos muito de carro no Mineirão.

Allkart.net –Existe uma foto no arquivo pessoal do senhor que é bem interessante. Parece que as pessoas estavam carregando o senhor no kart. O que foi aquela comemoração?

Toninho da Matta – Aquilo foi uma corrida aqui na Praça 21 de abril e aquele era um kart de dois motores. Eu ganhei a corrida contra Emerson, Wilsinho, Maneco, Carol Figueiredo, Clóvis Moraes. Todo mundo que você possa imaginar. E naquela foto eu era ‘só’ talento. Não tinha nada de equipamento. Era apenas a minha 5ª corrida e eu ganhei. Aí me levantaram de kart e tudo pra cima.

Allkart.net –O senhor foi uma pessoa realizada no kart?

Toninho da Matta – Não só no kart, no automobilismo inteiro.

Allkart.net –Quais categorias que o senhor correu no kart?

Toninho da Matta – Corri de 125cc, de 100cc e de 200cc. Eu corria de tudo. Tinha fim de semana que eu corria as três categorias.

Allkart.net –Quem foi seu principal adversário nas pistas de kart?

Toninho da Matta – No inicio era o Maneco e depois o Emerson. O Emerson era muito difícil ganhar dele. Você tinha que estar perfeito no dia. Agora eu tinha alguns rivais daqui de Minas Gerais. Eu era muito habilidoso na minha época.

Allkart.net –Qual era sua principal característica no kart?

Toninho da Matta – Eu era muito focado. O Robertinho (Mourão), o meu irmão, eles corriam, mas não eram tão focados. Eles iam pensar no kart só na quinta-feira. Eu não. Eu vivia e mexia e estava sempre pensando. Eu tentava passar isso para eles, é claro. Eu era uns 15 anos mais velho que eles, e eles eram meus ‘protegidos’.

Allkart.net –O senhor entendia de mecânica?

Toninho da Matta – Entendia. Gostava de mexer. Eu sabia acertar muito bem um kart.

Allkart.net –Acompanha kart hoje e dia?

Toninho da Matta – Não. Nada. Nem automobilismo direito. Principalmente depois do acidente do Cristiano eu fiquei meio fora do negócio. Não acompanho mais não. Eu tenho um amigo aqui que me informa tudo. Ele fica 24 horas na internet. Ele só tem um defeito. Acredita em tudo que lê. O próprio Cristiano eu vou lhe dizer que ele não é mais 100% focado. Não é. Eu nem sabia que teria este torneio de kart aqui em Belo Horizonte (o GP Brasil RBC). Agora eu tenho que começar a entender de caminhão, né! O Cristiano foi se meter com isso. Eu vou em todas as corridas este ano. É impressionante a categoria. É um caminhão de corrida, se é que existe isso. É impressionante. É o único carro de corrida do mundo que tem quatro rodas atrás.

Não perca nesta terça-feira a segunda das três partes da entrevista exclusiva com Toninho Da Matta no Allkart.net.

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Nei Tessari / São Paulo

 

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Comentários de visitantes:
Autor: Marcelo Solmucci Data: 2010-04-07
- Além de grande piloto, o Toninho é o patriarca dessa família maravilhosa...Parabéns pela reportagem...




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